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Miércoles, 11 Octubre 2017 03:48

Argentina e Brasil, os líderes da recuperação sul-americana

Banco Mundial prevê crescimento de 0,7% para a região em 2017, e de 2,3% em 2018.

A economia da América Latina está voltando a crescer, informou nesta quarta-feira o economista chefe do Banco Mundial para esta região. De acordo com o balanço semestral apresentado por Carlos Végh, este ano será de recuperação de 1,2%, superando a recessão de 2016.

No entanto a situação fiscal de boa parte dos países da região ainda é precária, e isso aponta para a necessidade de promover ajustes fiscais em alguns deles. Depois de dois anos de queda do Producto Interno Bruto (PIB), a región irá crescer 0,7% em 2017. Em 2018 o crescimento debe ser ainda maior, de 2,3%.

Végh destacou que o crescimento será por causa da recuperação das economias mais importantes da região: a Argentina, com 2,8%, após queda em 2016; e o Brasil com um crescimento de 0,7% após dois anos consecutivos de queda.

Nos demais países da Bacia do Rio da Prata, a Bolívia foi o que teve melhor desempenho. O Banco Mundial prevê um crescimento de 3,9% para este país em 2017.  O organismo internacional, no entanto, enfatizou que talvez sejam necessárias algumas reformas fiscais para continuar nesta rota ascendente.

Já o Uruguai, teve um crescimento de mais de dois pontos percentuais em relação a 2016. Em 2018 este país deve ter um rendimento moderado.

O Paraguai, por outro lado, continua com estáveis taxas de crescimento, sobretudo se for levado em conta as limitações logísticas deste país sem saída ao mar.

Esta retomada econômica da América Latina tem origem no preço das commodities (produtos básicos com cotação global); nas taxas de crescimentos dos Estados Unidos, o que é particularmente importante para o México e para a América Central; e o desenvolvimento da China, com mais impacto para a América do Sul. Além do bom desempenho dos mercados internacionais, segundo o Banco MUndial.

“Se quisermos crescer mais 1.2%, que é o que a região deve aspirar, vamos ter que depender de nós mesmos”, afirmou Vérgh, no sentido que cada país deve buscar em sua economia e na da região em que está localizado aumentar o comércio e continuar crescendo.

Delicada situação fiscal

Durante este período de crescimento será necessário fazer ajustes fiscais, advertiu o economista. De acordo com a análise, pelo menos 28 das 32 economias da região vão ter déficit fiscal em 2017.

“Essa é uma situação fiscal frágil. A soma da dívida pública é de 58,7%, um nível que para os países emergentes é um nível de demonstra uma preocupação. Em seis desses países o endividamento bruto ultrapassa 80% de seus PIBs”.

A precária situação fiscal na região aponta que há um espaço fiscal limitado e que pode ser necessário revisar as políticas fiscais.

“Um ajuste fiscal é inevitável e o gradualismo é aconselhável já que estamos em época de baixo crescimento e fazer um ajuste fiscal de choque não é recomendável”.

O caso dos vizinhos

O impacto da queda dos preços do petróleo, em meados de 2014, representou uma queda muito pronunciada do PIB brasileiro. Para se ajustar à situação o Brasil fez uma política de contração monetária muito agressiva.

“Este país sul-americano priorizou a estabilidade cambial e inflacionária”, explicou Végh.

Entre as medidas adotadas para avançar rumo à recuperação econômica, alguns países escolheram subir a taxa de juros por receio à desvalorização e à aceleração inflacionária. O economista desta que em nações com pouca credibilidade na área da política monetária ou aqueles com muitas dívidas em moeda estrangeira isto poderia gerar um círculo vicioso.

A Argentina recebeu muitos elogios graças a um acordo com os credores e à reforma tributária. “A inflação caiu pela metade e agora está em cerca de 20%, que é o menor nível em sete anos. A Argentina está em excelente trajetória”, destacou Vérgh.

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