FONPLATA

Sábado, 07 Octubre 2017 16:49

O investimento como prevenção aos desastres naturais

Consciente do que significam as perdas humanas e econômicas, FONPLATA libera fundos de crédito para projetos de países-membros.

Na última década e principalmente este ano os desastres naturais tornaram-se mais constantes em todo o mundo. Perdas humanas e econômicas são os resultados imediatos de uma situação traumática.

Solidariedade e experiência são outros legados das catástrofes e se transformam em ferramentas para mitigar futuras situações de risco. Neste ponto os organismos de desenvolvimento têm papel-chave.

FONPLATA reconhece esta responsabilidade e recentemente aprovou uma reserva em os contratos de empréstimo que permite liberar até 5% de fundos de crédito para serem usados em casos de emergência ou de desastre natural por países membros, diga-se Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai.   

Recentes estudos do Banco Mundial apontam que a cada ano cerca de 26 milhões de pessoas caem na pobreza por consequência dos desastres naturais, quantidade equivalente à população do Chile e da Bolívia juntas.

Na maioria das vezes os setores pobres são os mais afetados pelos desastres, que os coloca em uma situação ainda pior a que vivem. De acordo com Joaquín Toro, que é especialista em riscos de desastres, “o planejamento mais ordenado e que preveja eventos naturais é a melhor alternativa para responder à emergência, momento em que os prejuízos e investimentos são muito maiores”.

Na América Latina mais de 80% da população vive em áreas urbanas, ou seja, um desastre em uma dessas regiões causaria impactos de grandes dimensões.

Todos os países em vias de desenvolvimento têm o desafio de prevenir, além das responsabilidades básicas a cumprir para oferecer melhores condições de vida à população e também para se tornar um lugar mais atrativo a futuros investimentos sobretudo por ter minimizado os riscos de grandes perdas.

Para Joaquín Toro é preciso investir em estruturas mais seguras, como escolas, e em ambientes para o socorro após os desastres, caso dos centros de saúde e hospitais.      

As instituições de financiamento, de acordo com o Banco Mundial, preveem investimentos na avaliação de riscos de acidentes, em melhores infraestruturas e em planejamento, além de implementar medidas prévias aos desastres, desenvolver medidas de proteção financeira e na promoção da reconstrução através de mudanças políticas e institucionais.

Casos latino-americanos

Na região, cinco municípios de Cochabamba, no sudoeste da Bolívia, se declararam em desastre por causa da seca. Pasorapa, que é uma das áreas mais atingidas, cerca de 800 famílias estão em risco, além de 19 mil cabeças de gado. Este desastre natural representa uma perda de 71% na produção de cultivos.

Nos últimos anos, o Rio Mizque sofreu uma redução de 30% no nível desta que é a bacia mais importante e caudalosa da região sul do departamento de Cochabamba. Antes 33 mil hectares de terra eram regados por esta fonte.

O setor agrícola tem grande importância na economia boliviana, que representa cerca de 11% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. A maioria dos bolivianos utiliza tradicionais métodos de cultivo e este setor emprega cerca de 5% da força de trabalho nacional.

O desequilíbrio climático causa seca em algumas regiões e promove inundações em outras, entre várias consequências. É o que acontece em algumas regiões do departamento de Santa Cruz de la Sierra, no sudeste boliviano, onde a crescente dos rios podem causar prejuízos humanos e econômicos similares aos de Cochabamba.   

Já na Argentina, os cuidados recaem sobre os efeitos do El Niño. Especialistas não descartam que este ano o fenômeno meteorológico ainda possa causar estragos.   

Na Argentina e na Bolívia FONPLATA está trabalhando com o governo desses países para minimizar os efeitos da mudança climática. Para este organismo multilateral a prevenção deve andar junto com os demais planos de desenvolvimento. Esta é a maneira mais econômica e sensata de evitar que as tragédias causem danos humanos, sejam estes de menor ou de maiores proporções.

trabajando con Argentina en un proyecto destinado específicamente a prevenir y mitigar los efectos de las inundaciones provocadas por el fenómeno El Niño en las provincias de Córdoba, Santa Fe y Entre Ríos (casi seis millones de habitantes en total). Un apoyo fundamental para un país en el que cerca de 40% de los desastres naturales que ocurren tienen que ver con desbordamientos de los ríos, según datos del Banco Mundial.

También en Bolivia, donde buscamos reducir la vulnerabilidad ante inundaciones de algunas zonas del departamento de Santa Cruz para proteger áreas productivas –y posiblemente ampliar la frontera agrícola- en una zona en la que viven el 85% de los habitantes del departamento y en la que se produce alrededor del 70% de los alimentos que consume y exporta el país.

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