FONPLATA

-Nuevo índice de crecimiento inclusivo del WEF, paso adelante 

Por Juan Notaro*  

Ante el crecimiento del PBI de un país, tradicionalmente escuchamos declaraciones públicas sobre el progreso económico que ello implica para el país y sus habitantes. 

Esta aseveración que es básicamente cierta en términos macroeconómicos, normalmente no es percibida así por sus ciudadanos cuando relacionan este indicador a su propio ingreso, progreso económico o mejora de su calidad de vida.

Pareciera haber un consenso cada vez más expandido de que el Producto Interno Bruto (PIB) es un indispensable referente del estado económico de un país, pero que no debiera ser el único. Por ejemplo, el Banco Mundial incorporó variables de sostenibilidad y medioambientales en su innovador Índice de la Riqueza de las Naciones, recientemente publicado. 

Ahora, es el Foro Económico Mundial (WEF, por sus siglas en inglés) quien nos sorprendió gratamente con la publicación del Índice de Desarrollo Inclusivo. El nuevo índice emplea además del crecimiento, otros once indicadores para medir el desarrollo económico.

Estas otras dimensiones que se toman en cuenta tienen que ver con la estabilidad y el progreso de los países a largo plazo,considerando factores como la inclusión, la igualdad intergeneracional y la administración sostenible de los recursos naturales, entre otros. 

Esta forma de medición de la riqueza es particularmente significativa en estos tiempos, sobre todo a raíz de la bonanza de las materias primas de la década pasada.

Varios  países mostraron crecimientos altos de sus economías, con una significativa reducción de la pobreza que no ha sido posible sostener al mismo nivel en el tiempo. 

Quienes trabajamos en instituciones de desarrollo sabemos que una de las cosas más difíciles de lograr es, precisamente, que el impacto de nuestra acción contribuya a la viabilidad de largo plazo de los países en los que trabajamos y no únicamente a superar difíciles coyunturas. 

Si bien no sorprende que Noruega aparezca como el número 1 del Índice, llama la atención la desconexión entre el crecimiento del PIB y la inclusión socioeconómica de sus habitantes en las 30 economías emergentes, con el PIB per cápita más alto.

De ese grupo, solo 6 han llegado a un índice de inclusión similar al crecimiento del PIB mientras que el resto, o se quedaron estancados en su índice de inclusión, o por debajo de este.

Por ello es que me reconfortó el hecho de que Uruguay, Paraguay y Argentina, tres países de la Cuenca del Plata y miembros de la institución que presido, aparezcan entre las 10 economías más inclusivas en América Latina. 

Uruguay también aparece en la lista que considera los índices de inclusión entre todas las economías emergentes del mundo. Entre los diez primeros lugares de esa lista, solo hay otro país latinoamericano: Panamá. 

El hecho de que muchos de nuestros países hayan logrado sortear con relativamente pocas dificultades la crisis financiera de 2008-2009 y hayan aprovechado el boom de las materias primas para avanzar en grandes conquistas sociales, indica que están trabajando con una visión de largo plazo, más allá de coyunturas políticas o económicas. 

En el caso de los miembros de FONPLATA (Argentina, Bolivia, Brasil, Paraguay y Uruguay), todos son considerados países de ingreso medio. No obstante este progreso, en todos ellos permanecen enormes desafíos en cuanto a reducción de pobreza e inclusión, especialmente en zonas periurbanas y rurales. 

Nuestro deber es, precisamente, ayudar a estos países a que las regiones aisladas, fronterizas o del interior- que es donde mayormente se encuentran los núcleos más duros de pobreza- puedan también disfrutar de los beneficios del desarrollo que ya se ven, por ejemplo, en las capitales y otras grandes ciudades.

¿Son necesarios grandes proyectos para ello? No necesariamente. Proyectos pequeños y medianos, en zonas aisladas, focalizados en sus restricciones y carencias específicas logran tener un enorme impacto al desarrollo. 

Nosotros tenemos presencia en la región y nos especializamos en proyectos de dimensión pequeña y mediana, con costos transaccionales bastante menores a los que enfrentan otros organismos de desarrollo de dimensión más grande que FONPLATA. 

Eso nos permite participar muy activamente en este segmento de las agendas de inclusión de nuestros países miembros y así llevar el desarrollo más cerca de la gente que más lo necesita. 

Nuestra aspiración es que con una financiación eficiente, y con las políticas adecuadas de parte de los países miembros, en un plazo no muy lejano todos los países de la Cuenca del Plata puedan llegar a estar también en el “Top 10” del Índice del Foro Económico Mundial.

*Este texto fue publicado originalmente en la columna mensual de Juan Notaro en El Huffington Post

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- Novo índice de crescimento inclusivo do FEM, um passo à frente 

Por Juan Notaro* 

Diante do crescimento do PIB de um país, tradicionalmente ouvimos declarações públicas sobre o progresso econômico que isso implica para o país e seus habitantes. 

Esta afirmação, que é basicamente certa em termos macroeconômicos, normalmente não é percebida desta forma por seus cidadãos quando relacionam este índice à própria renda, progresso econômico ou melhoria de sua qualidade de vida.

Parece haver um consenso cada vez mais amplo de que o Produto Interno Bruto (PIB) é uma indispensável referência do estado econômico de um país, mas que não deveria ser o único. Por exemplo, o Banco Mundial incluiu variáveis sobre sustentabilidades e meio-ambientais em seu inovador Índice da Riqueza das Nações, publicado recentemente. 

Agora é o Fórum Econômico Mundial (WEF, nas siglas em inglês) que nos surpreendeu satisfatoriamente com a publicação do Índice de Desenvolvimento Inclusivo. O novo parâmetro utiliza além do crescimento, outros onze fatores para medir o desenvolvimento econômico.

Estas outras dimensões que levadas em conta têm a ver com a estabilidade e o progresso dos países a longo prazo, considerando fatores como a inclusão, a igualdade intergeracional e a administração sustentável dos recursos naturais, entre outros. 

Esta forma de avaliação da riqueza é particularmente significativa nestes tempos, sobretudo por causa da bonança das matérias-primas da década passada.

Vários países mostraram altos crescimentos de suas economias, com uma significativa redução da pobreza que não têm sido possível sustentar ao mesmo nível ao longo do tempo. 

Nós que trabalhamos em instituições de desenvolvimento sabemos que uma das coisas mais difíceis de conseguir é, exatamente, que o impacto de nossa ação contribua para a viabilidade a longo prazo dos países nos quais trabalhamos e não somente superar as difíceis conjunturas. 

No entanto não surpreende que a Noruega apareça como o Número 1 no Índice, chama a atenção a desconexão entre o crescimento do PIB e a inclusão socioeconômica de seus habitantes nas 30 economias emergentes, com o PIB per capita mais alto.

Desse grupo, apenas seis chegaram a um patamar de inclusão similar ao crescimento do PIB enquanto os demais, ou ficaram estancados em seu índice de inclusão ou abaixo dele.

Por este motivo me alentou o fato de que Uruguai, Paraguai e Argentina, três países da Bacia do Prata e membros da instituição que presido, apareçam entre as 10 economias mais inclusivas na América Latina. 

O Uruguai também aparece na lista que considera os índices de inclusão entre todas as economias emergentes do mundo. Entre os dez primeiros lugares dessa lista, consta apenas outro latino-americano: o Panamá. 

O fato de que muitos de nossos países tenham conseguido evitar com relativamente poucas dificuldades a crise financeira de 2008-2009 e que tenham aproveitado o boom das matérias-primas para avançar em grandes conquistas sociais, indica que estão trabalhando com uma visão de longo prazo, além das condições políticas ou econômicas. 

No caso dos membros do FONPLATA (Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai), todos são considerados países de renda média. Apesar deste progresso, em todos eles continuam os enormes desafios para a redução da pobreza e a inclusão, especialmente em áreas periurbanas e rurais. 

Nosso dever é, especificamente, ajudar estes países para que as regiões distantes, de fronteiras ou do interior - que é onde na maioria dos casos estão os núcleos rígidos de pobreza -  também possam aproveitar os benefícios do desenvolvimento que já são vistos, por exemplo, nas capitais e em outras grandes cidades.

São necessários grandes projetos para isso? Não especificamente. Pequenos e médios projetos, em áreas isoladas, focalizados em suas restrições e carências específicas conseguem ter um enorme impacto no desenvolvimento. 

Nós temos presença na região e nos especializamos em projetos de pequenas e médias dimensões, com custos transacionais bastante inferiores aos que enfrentam outros organismos de desenvolvimento de maiores proporções que o FONPLATA. 

Isso nos permite participar muito ativamente neste segmento das agendas de inclusão de nossos países-membros e desta forma levar o desenvolvimento mais perto das pessoas que precisam. 

Nossa meta é que com um financiamento eficiente e com as adequadas políticas por parte dos países-membros, em um prazo não muito distante todos os países da Bacia do Prata possam chegar a também estar no “Top 10” do Índice do Fórum Econômico Mundial. 

* Texto publicado originalmente na coluna mensal de Juan Notaro em  Huffington Post. 

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·         O presidente executivo traçou a estratégia de crescimento da instituição em um evento em Washington DC

“Desde o relançamento do FONPLATA (em 2011), que era um fundo, estamos trabalhando para ter todas as ferramentas e assim operar como um banco de desenvolvimento”. Com esta afirmação, Juan Notaro, presidente executivo do Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata, definiu a estratégia da instituição para 2018 e para os próximos anos.

O evento foi realizado em Washington DC (EUA), na sede do Conselho das Américas, onde Notaro participou do evento “Perspectivas econômicas do Brasil e do Cone Sul”, junto com Germán Rojas, embaixador do Paraguai nos Estados Unidos, e Otaviano Canuto, diretor executivo do Banco Mundial.

Desde o começo da gestão de Notaro (em 2012) houve dois aumentos que elevaram o capital do FONPLATA de US$500 milhões para três bilhões de dólares. Nestes últimos cinco anos foi outorgado um volume e uma quantia de projetos que superam tudo o que foi aprovado nos 35 anos anteriores da história do FONPLATA.

O Fundo concentra suas atividades em projetos de médios e pequenos portes (ou até uma quantia máxima de US$50 milhões), porque são os que têm um custo de transação mais alto para as grandes instituições de desenvolvimento.

Portanto, o trabalho do Fundo vem complementar o que já é feito pelas grandes instituições, como o Banco Interamericano de Desenvolvimento e CAF-Banco de Desenvolvimento da América Latina.

“Temos presença na região, e nosso custo de transação é baixo. Isso nos permite participar muito ativamente neste tipo de projetos”, explicou Notaro.

O presidente do FONPLATA destacou que para 2018, a prioridade será finalizar as gestões necessárias para que a instituição possa buscar financiamento nos mercados, da mesma forma que consolidar as alianças que já estão encaminhadas com outras instituições multilaterais, como o BID, CAF e o NDB, o banco das principais economias emergentes do mundo.

América Latina “em velocidade de cruzeiro”

Otaviano Canuto, diretor executivo do Banco Mundial, afirmou que o crescimento econômico na região, com exceção da Venezuela, vai lento, mas "em velocidade de cruzeiro”, graças aos bons resultados econômicos da Argentina e do Brasil.

Ambos os países são os orientadores das economias da região sul-americana. No segundo semestre de 2018 o Brasil irá realizar eleições, o que poderia ter algum impacto econômico no país.

Sobre este tema, Canuto destacou que "a extensão da recuperação (do Brasil) dependerá da percepção do novo governo por parte dos agentes privados".

Sobre o Paraguai, um dos países com maior crescimento na região, o embaixador Germán Rojas destacou que um dos atuais principais desafios é "distribuir melhor a riqueza para reduzir a pobreza". Reforçou, no entanto, que o país tem a capacidade para “fazer algo diferente ao desenvolvimento na região".

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·         El presidente ejecutivo delineó la estrategia de crecimiento de la institución en un evento en Washington DC

“Desde el relanzamiento de FONPLATA (en 2011), que era un fondo, hemos estado trabajando para tener todas las herramientas para operar como un banco de desarrollo”. Con esta afirmación, Juan Notaro, presidente ejecutivo del Fondo Financiero para el Desarrollo de la Cuenca del Plata, definió la estrategia de la institución para 2018 y los años siguientes.

Ocurrió en Washington DC, en la sede del Consejo de las Américas (CoA) donde Notaro participó del evento “Perspectivas económicas de Brasil y el Cono Sur”, junto a Germán Rojas, embajador de Paraguay en Estados Unidos, y Otaviano Canuto, director ejecutivo del Banco Mundial por Brasil. 

El CoA nuclea un vasto número de operadores económicos, y políticos de la capital estadounidense. 

Desde el comienzo de la gestión de Notaro (en 2012) hubo dos incrementos de capital que han llevado el capital de FONPLATA de US$500 millones a US$3000 millones. Y en estos últimos cinco años se ha aprobado un volumen y un monto de proyectos que superan todo lo aprobado en los 35 años anteriores en la historia de FONPLATA. 

Se trata de proyectos medianos y pequeños (hasta un monto máximo de US$50 millones), porque son los que tienen un costo de transacción más alto para las grandes instituciones de desarrollo. 

De esta manera, FONPLATA complementa lo que ya hacen las grandes instituciones, como el Banco Interamericano de Desarrollo y CAF-Banco de Desarrollo de América Latina.

“Tenemos presencia en la región, y nuestro costo de transacción es bajo. Eso nos permite participar muy activamente en este tipo de proyectos, que tienen un impacto positivo en los más vulnerables’ explicó Notaro. 

El presidente de FONPLATA destacó que para la gestión de 2018/19 , la prioridad será finalizar las gestiones necesarias para que la institución pueda salir a buscar financiamiento en los mercados a partir de la excelentes calificaciones recibidas, al tiempo de consolidar las alianzas que ya están encaminadas con otras instituciones multilaterales, como el BID, CAF y el NDB, el banco de los BRICS, las principales economías emergentes del mundo.

América Latina “a velocidad de crucero”

Otaviano Canuto, director ejecutivo del Banco Mundial, afirmó que el crecimiento económico en la región, con excepción de Venezuela, va lento, pero "a velocidad de crucero”, gracias a los buenos resultados económicos de Argentina y Brasil.

Ambos países son los orientadores de las economías de la región sudamericana. En el segundo semestre de 2018 Brasil celebrará elecciones, lo que podría tener algún impacto económico en el país.

Al respecto, Canuto destacó que "la extensión de la recuperación (de Brasil) dependerá de la percepción del nuevo gobierno por parte de agentes privados".

Por su parte y Sobre Paraguay, uno de los países con mayor crecimiento en la región (por encima del 4 %) el embajador Germán Rojas indicó que uno de los principales desafíos actuales es "distribuir mejor la riqueza para reducir la pobreza". Destacó, sin embargo, que el país tiene la capacidad para “hacer algo diferente al desarrollo en la región". 

El video del evento (en inglés) se puede ver en este enlace.

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Una de estas naciones también destaca en el ranking mundial de inclusión.

El Índice de Desarrollo Inclusivo es una herramienta diseñada y difundida por el Foro Económico Mundial (WEF, por sus siglas en inglés) en el que califica a los países según sus políticas para favorecer el desarrollo.

Entre los resultados más destacados de su reciente publicación están que Uruguay, Paraguay y Argentina están entre las 10 economías más inclusivas en América Latina. Uruguay también aparece en la misma categoría cuando se considera a las diez economías emergentes con mejores índices de inclusión.

En cuanto a la inclusión en los países integrantes del G20, el grupo de países industrializados y emergentes, Argentina y Brasil quedaron en la posición 26 y 37, respectivamente. La evaluación que analiza áreas que contribuyen al mayor crecimiento y participación social con la finalidad de reducir las desigualdades y apoyar el desarrollo global.

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Es un fenómeno mundial: millones de toneladas de comida en buen estado van a parar a la basura.

Para la cocinera Regina Tchelly, la cocina es un lugar de transformación social. Originaria del nordeste, una de las regiones más pobres de Brasil, desde pequeña aprendió a aprovechar los alimentos.

Todo lo que no es posible comer, ella lo usa como abono o para sembrar en el patio trasero. Es allí donde funciona su “Favela Orgánica”, un proyecto que enseña a evitar el desperdicio de alimentos. El éxito de su idea fue tan grande, que Regina acabó haciendo un programa en la televisión donde enseña a hacer recetas que hacen agua en la boca.

La FAO, la agencia de la ONU para la Alimentación y la Agricultura, estima que el desperdicio de alimentos en América Latina y el Caribe es de 226 kilos por persona al año. Las pérdidas no ocurren sólo en la cocina. Están presentes desde la producción, cosecha, almacenamiento y comercialización. En Brasil, se tiran a la basura 40 mil toneladas de alimentos diariamente.

El desperdicio significa la reducción de la cantidad de alimentos en las sucesivas etapas de la cadena de suministro, del productor al consumidor. Lo contradictorio es que mientras toneladas de alimentos van a la basura, cerca del 11% de la población mundial pasa hambre. Para contribuir a resol ver el problema, el organismo advierte que es necesario reducir este desperdicio a la mitad para 2030.

Programas y solidaridad contra el desperdicio

Regina no está sola en esta lucha. En la región de la Cuenca del Plata se están llevando adelante otras iniciativas para reducir la cantidad de alimentos en buen estado que se desperdician todos los días.

En Argentina existe una alerta para las redes sociales, que forma parte de la campaña "Valoremos los alimentos", un programa nacional de reducción de pérdida y desperdicio de comida.

El proyecto del Ministerio de Agroindustria, e integrado con empresas del sector de alimentos, logró llamar la atención de ocho millones de personas sobre el consumo consciente. Los resultados alcanzados en la primera etapa de este trabajo hicieron de Argentina a la líder regional contra el desperdicio.

En Paraguay, la campaña "Salvemos la comida" sugiere estas acciones para evitar el desperdicio: consumir con responsabilidad, conservar los alimentos de forma más eficiente, transformar toda la comida en platos creativos y que puedan ser reaprovechados en otras recetas. De acuerdo con la FAO, los desperdicios generados en Paraguay podrían satisfacer las necesidades de al menos 269 mil personas durante un año.

En el Mercado Modelo de Montevideo, Uruguay, la REDALCO (Red de Alimentos Compartidos) lleva adelante una batalla contra el desperdicio de alimentos. Esta Organización No Gubernamental obtiene frutas, verduras y vegetales que no se venden y que todavía están aptos para el consumo.

Una vez recolectada, la comida es clasificada y repartida en diferentes organizaciones sociales, refugios de mujeres, centros de atención a la familia y jardines de infancia, entre otros. Los miembros de REDALCO quieren contribuir así a reducir el número de uruguayos que pasan hambre, que según datos de la FAO representan alrededor del 2% de la población. 

Sólo en 2017 cerca de 141 toneladas de alimentos fueron recuperadas en esta gran central abastecedora del país y entregadas a organizaciones sociales que trabajan con grupos vulnerables.

Estas iniciativas nos demuestran que el tema del desperdicio de alimentos está comenzando a generar conciencia en el mundo. A las iniciativas particulares y de gobierno se suma también el hecho de que fue uno de los asuntos de la 3ª Asamblea del Medio Ambiente de la ONU, celebrada en diciembre.

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Países da Bacia do Prata entram em ação para minimizar efeitos colaterais do lixo e promover consumo consciente.

A imagem da retirada de um canudo da narina de uma tartaruga marinha chamou a atenção mundial para um velho problema: a contaminação causada pelo lixo, sobretudo pelo plástico. A produção de resíduos sólidos nas cidades da América Latina e do Caribe atingiu a marca de 540 mil toneladas. De acordo com as Nações Unidas, diariamente são descartadas cerca de 145 mil toneladas de lixo, o equivalente a 30% da produção total dessas regiões. A expectativa é de que até 2050 estas duas regiões produzam cerca de 671 mil toneladas de lixo por dia.

A contaminação por resíduos sólidos foi o tema da Assembleia das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, realizada em dezembro passado em Nairóbi, no Quênia. O resultado foi a adoção de resoluções para prevenir e reduzir a contaminação em todo o mundo.

De acordo com a ONU, acabar com os resíduos sólidos vai contribuir para o desenvolvimento sustentável e o combate à pobreza.   

Ações na América Latina

O que está sendo feito na América do Sul, mais precisamente nos cinco países-membros do FONPLATA, com a produção de resíduos sólidos?

Está em marcha na província de Buenos Aires a construção de uma fábrica para transformar os resíduos em energia renovável. A estimativa é de que a obra, apoiada pelo Ministério de Energia da Argentina, esteja pronta em seis meses. De acordo com autoridades, o aproveitamento das toneladas de lixo que chegam diariamente ao Complexo Ambiental da Enseada e ao Complexo Ambiental Gonzaléz Catán é possível cobrir o consumo médio de cerca de 17 mil residências.

Na Bolívia ainda é incipiente a reciclagem de resíduos. Apenas cerca de 4% do lixo sólido é reciclado. Mas isso tende a mudar através da construção de fábricas de aproveitamento residuais nas cidades de Oruro, Cobija, Potosí, na cidade de El Alto, graças ao financiamento de US$30 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF).

É raro encontrar nas ruas do Brasil latinhas de alumínio. Isso porque há anos os catadores descobriram como fazer dinheiro através do lixo. Para conscientizar sobre o tema, a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais lançou o manual de Boas Práticas para o Manejo dos Resíduos Sólidos.   

Dar melhor uso aos resíduos é a tônica de algumas comunidades. No distrito de Pirayú, a Secretaria do Ambiente do Paraguai fez um reconhecimento aos alunos do Colégio Jorge Manuel Pérez. O motivo da celebração foi o empreendimento “Hermoseando nuestro barrio” (Embelezando nosso bairro, em português), no qual foram utilizados produtos recicláveis para fazer arte e mudar a paisagem do local. 

A Intendência de Montevidéu incentiva a reciclagem de resíduos sólidos e de líquidos, entre eles óleo usado. Pilhas e baterias também são reaproveitadas. De acordo com dados de 2012 do Instituto Nacional de Estatística, cada uruguaio produz cerca de 1,1 quilo de lixo por dia, um alto número tendo em vista que a população do Uruguai é de pouco mais de três milhões de habitantes.

Caso não sejam tomadas ações imediatas, no futuro os oceanos terão mais plástico que peixes, é o alerta da ONU Meio Ambiente. Por isso os famosos 3Rs nunca estiveram tão vigentes: Reduzir, Reutilizar e Reciclar.

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A Comissão Econômica para América Latina e Caribe, a CEPAL, divulgou recentemente o resultado da análise sobre a economia da região. Nesta síntese estão destacados os resultados de cada um dos países nos quais o FONPLATA apoia o desenvolvimento.

Argentina: A economia argentina fecha o ano com um crescimento de 2,9%. Este resultado foi alavancado pela recuperação econômica do Brasil e pelas decisões político-sociais internas do país, entre elas a retomada das exportações argentinas e o aumento dos empréstimos bancários ao setor privado.

Bolívia: A economia boliviana é uma das mais dinâmicas da região e cresceu 3,9%, uma leve desaceleração em comparação com 2016 quando obteve 4,3% de crescimento. O consumo interno foi um dos responsáveis pelo bom posicionamento, originado pela implementação de uma política fiscal favorável ao investimento público e de uma política monetária expansiva. No entanto, em outubro deste ano houve o aumento do endividamento externo, ainda baixo e que gira em torno de 24% do PIB. O desempenho aquém do esperado no setor dos combustíveis, sobretudo o do gás natural, tem sido a causa da desaceleração desta economia.

Brasil: É estimado um aumento anual do PIB brasileiro em 0,9% após as recessões de 2015 e de 2016. No entanto, os indicadores ainda não demonstram um quadro de recuperação contínua. O consumo e os investimentos ainda continuam abaixo do registrado em 2014 por estes setores. O investimento público também sofreu redução. As exportações são responsáveis pelo índice positivo, o que levou o Brasil a ter um superávit na balança de bens e uma contração no déficit de conta corrente na balança de pagamento. Em março o nível do desemprego chegou ao máximo, mas agora vem em queda entre os profissionais autônomos. A agenda fiscal ainda é o principal enfoque da política econômica, que busca mudanças estruturais no Estado brasileiro.

Paraguai: Pelo segundo ano consecutivo este país tem um crescimento de cerca de 4%. No começo de 2017 foi melhor para a economia do país, com um crescimento interanual de 6,6% do PIB. Já no segundo trimestre, o aumento foi moderado (0,9%) por causa dos setores de construção e o agrícola, por causa do baixo investimento privado e público como consequência das desfavoráveis condições climáticas. Na área fiscal persiste a contenção de gasto corrente a favor do gasto de capital. Durante 2017 a política monetária foi expansiva.

Uruguai:  O país fecha este ano com uma expansão de cerca de 3%, o que o significa 15 anos de crescimento ininterruptos. Esta aceleração tem a ver com a demanda regional de bens e serviços, ao aumento da demanda dos principais produtos exportados, a confiança do consumidor e das melhores condições financeiras mundiais. Persistiram em 2017 a alta temporada de turismo, a baixa inflação e o crescimento da demanda pela moeda nacional, apesar de certo deterioro dos indicadores do mercado trabalhista.

 

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La Comisión Económica para América Latina y el Caribe, CEPAL, difundió recientemente el resultado del análisis sobre la economía de la región. En esta síntesis están destacados los resultados de cada uno de los países donde FONPLATA apoya al desarrollo.

Argentina: La economía argentina cierra el año con el crecimiento de un 2,9%. Este resultado fue impulsado por la recuperación económica de Brasil y por las decisiones político sociales internas del país, entre ellas la retomada de las exportaciones argentinas y el aumento de los préstamos bancarios al sector privado.

Bolivia: La economía boliviana es una de las más dinámicas de la región y avanzó un 3,9%, una moderada desaceleración comparado con 2016 cuando obtuvo 4,3% de crecimiento. El consumo interno fue uno de los responsables por el buen posicionamiento, originado por la implementación de una política fiscal favorable a la inversión pública y de una política monetaria expansiva. Sin embargo, en octubre de este año hubo un aumento del endeudamiento externo, aún bajo y alrededor de 24% del PIB. El desempeño inferior de lo esperado en el sector de los combustibles, sobretodo el del gas natural, ha sido la causa de la desaceleración de esta economía.

Brasil: Se espera un aumento anual del PIB brasilero en un 0,9% después de las recesiones del 2015 y del 2016. Pero los indicadores aun no demuestran un cuadro de una recuperación continua. El consumo y las inversiones todavía continúan por debajo de lo registrado en 2014 por estos sectores. La inversión pública también sufre una reducción. Las exportaciones son responsables por el índice positivo, lo que llevó a Brasil a tener un superávit en la balanza de bienes y una contracción en el déficit de cuenta corriente en la balanza de pagos. En marzo el nivel de desempleo llegó al máximo, pero ahora viene en caída entre los profesionales autónomos. La agenda fiscal sigue siendo la principal atención de la política económica, que busca cambios estructurales en el Estado brasilero.

Paraguay: Por segundo año consecutivo, tiene un crecimiento de alrededor del 4%. La economía de este país fue mejor al inicio del 2017 con un crecimiento interanual de un 6,6% del PIB. En el segundo trimestre, el aumento fue moderado (0,9%) por causa de los sectores de la construcción y del agrícola, resultado de la baja inversión pública y privada como consecuencia de las desfavorables condiciones climáticas. En el sector fiscal persiste la contención de gasto corriente a favor del gasto de capital. Durante 2017 la política monetaria fue expansiva.

Uruguay: El país cierra el año con una expansión de cerca de un 3%, lo que se traduce en 15 años de crecimiento continuo. Esta aceleración tiene que ver con la demanda regional por bienes y servicios, el aumento de la demanda de los principales productos exportados, la confianza del consumidor y las mejores condiciones financieras mundiales. Persistieron en 2017 la alta temporada del turismo, la baja inflación y el crecimiento de la demanda por la moneda nacional, pese a cierto deterioro de los indicadores del mercado laboral.

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Se trata de financiamientos para proyectos de vialidad, infraestructura y desarrollo social en los cinco países miembros del organismo.

El año que termina, el Fondo Financiero para el Desarrollo de la Cuenca del Plata, FONPLATA, avanzó en su consolidación como un banco de desarrollo al nivel de otros organismos multilaterales que trabajan en América Latina.

Además de lograr varias alianzas clave para reforzar su labor, el organismo avanzó en los objetivos de un nuevo plan estratégico que incluye, entre otras metas, la posibilidad de incorporar nuevos socios.

A lo anterior se suma aprobación récord tanto en número como en monto total de proyectos aprobados para obras de infraestructura, vialidad, desarrollo urbano y otras necesidades de desarrollo en los cinco países que integran el Fondo: Argentina, Bolivia, Brasil, Paraguay y Uruguay.

En Argentina se destinaron US$5 millones de dólares para la modernización de la justicia local con el fin de ayudar a agilizar los sistemas y hacer más eficientes los tribunales y otros US$5 millones de dólares para llevar adelante la Encuesta nacional de gasto de Hogares.  En el área metropolitana de Buenos Aires (conurbano) se aprobaron US$40 millones para mejorar la circulación y la seguridad vial.

También en Argentina, se aprobó un financiamiento de US$22 millones para mejorar las condiciones operacionales y las estructuras para los funcionarios que viven en los centros de frontera, y para ampliar las áreas de atención al público que transitan por esas demarcaciones. Asimismo se aprobó la segunda Fase para apoyar el desarrollo productivo del norte argentino mediante la facilitación del acceso al financiamiento por US$20 millones de dólares

En Bolivia se impulsó el programa de infraestructura urbana y generación de empleo en La Paz, Cobija, Oruro, Potosí, Riberalta y Sucre, con un préstamo de US$40 millones. El departamento de Cochabamba recibió US$10 millones para la construcción de puentes para facilitar el flujo de la producción agrícola local.

En Brasil cuatro ciudades recibieron un aporte total de US $ 141,9 millones. En Joinville, Santa Catarina, US$40 millones serán utilizados para la construcción de un puente para despejar el tránsito, ampliar la red de saneamiento básico y alcantarillas. Criciúma, también en Santa Catarina, cuenta con US$17,25 millones otorgados por FONPLATA para mejorar la calidad de vida de la población.

En Pelotas, en Rio Grande do Sul, un programa destinado a las áreas rurales y urbanas por US$50 millones contribuirá a la mejora de las condiciones socioambientales, la generación de trabajo y de renta bajo la perspectiva de desarrollo sostenible en la ciudad.

Atibaia, en el interior de São Paulo, recibirá US$34,7 millones para obras de infraestructura y servicios urbanos básicos.  

Para Paraguay, el enfoque es la rehabilitación de las condiciones de circulación y de seguridad de la red vial a través del mantenimiento de varios tramos, con un aporte de US$42,9 millones.

 

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