Uruguai promove construção sustentável em madeira com apoio do FONPLATA, IICA e MEVIR

Autoridades nacionais, organismos internacionais, representantes do meio acadêmico e atores dos setores florestal e da construção civil reuniram-se em Montevidéu para o evento de encerramento do projeto “Construir e melhorar o meio ambiente: madeira uruguaia, padrões de desempenho e medição da pegada de carbono”. A iniciativa visa fortalecer o desenvolvimento de soluções habitacionais sustentáveis por meio do uso de madeira de origem nacional.

O projeto foi desenvolvido no âmbito de cooperação técnica não reembolsável, promovida pelo FONPLATA em parceria com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) e o Movimento de Erradicação da Moradia Insalubre Rural (MEVIR), e teve como objetivo desenvolver ferramentas e capacidades que contribuam para a expansão da construção em madeira no Uruguai.

A iniciativa deu continuidade a trabalho anterior de padronização do setor e buscou fornecer evidências técnicas para promover sistemas de construção que contribuam tanto para a redução do déficit habitacional quanto para os objetivos de sustentabilidade e ação contra a mudança climática do país.

Durante o evento, foram apresentados os principais resultados alcançados, dentre os quais se destacam a adoção da metodologia Building Information Modeling (BIM) aplicada à construção em madeira, o desenvolvimento de calculadora ambiental de pegada de carbono e a elaboração de padrões nacionais de desempenho para madeiras de pinheiro e eucalipto utilizadas na construção.

Essas ferramentas permitirão melhorar o planejamento, a avaliação e a tomada de decisões em futuros projetos habitacionais, ao mesmo tempo em que fortalecem as condições para ampliar o uso da madeira como material de construção sustentável.

A abertura do encontro ficou a cargo de Rodrigo Saldías, representante do IICA no Uruguai, que destacou a importância da articulação entre instituições para promover soluções inovadoras que integrem sustentabilidade ambiental, desenvolvimento produtivo e acesso à moradia.

A Vice-Presidente de Operações e Países do FONPLATA, Eliana Dam, destacou que a cooperação técnica permitiu desenvolver capacidades e conhecimentos que vão além do próprio projeto. Destacou três resultados estratégicos: a criação de uma ferramenta inovadora para medir a pegada de carbono de diferentes sistemas de construção; o desenvolvimento de normas técnicas para o uso de madeira de produção nacional; e a implementação de projetos-piloto que permitem comparar o desempenho ambiental, econômico e construtivo de diferentes soluções habitacionais.

Como parte do projeto, foram construídas duas casas-piloto, utilizando sistemas de madeira laminada cruzada (CLT) e estrutura leve, com o objetivo de comparar seu desempenho com o da construção tradicional e fornecer informações objetivas para futuras decisões de política pública.

O subsecretário do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca, Matías Carámbula, destacou a importância da iniciativa para consolidar as capacidades nacionais, fortalecer a cadeia florestal e gerar conhecimento aplicado que permita continuar avançando na incorporação da madeira na construção civil.

Gastón Martínez, Diretor-Geral Florestal do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca e Presidente da Comissão Honorária da Madeira, destacou a importância dos resultados obtidos para continuar promovendo o uso de madeira de origem uruguaia em soluções habitacionais sustentáveis.

A cooperação está em sintonia com os esforços que o Uruguai vem promovendo para ampliar a oferta de moradia social, incentivar o uso de materiais de origem nacional e avançar em direção a modelos de construção com menor impacto ambiental.

Além dos resultados imediatos, o projeto deixa em vigor capacidades instaladas, ferramentas de avaliação e evidências técnicas que poderão ser utilizadas na elaboração de futuras políticas públicas e replicadas em outros contextos. Dessa forma, a construção em madeira se consolida como alternativa viável para contribuir simultaneamente para o desenvolvimento produtivo, o acesso à moradia e a ação contra a mudança climática.

28/05/2026

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